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Opa, 3 meses?

31 mar

Este post não deveria entrar no blog agora. Porém, houve um erro na contagem do tempo de vida da “bolinha”. Culpa minha, que não soube especificar a data da última menstruação pra médica. A verdade é que eu nunca soube ou saberia especificar nesses 22 anos de ciclo, não seria agora que a data surgiria na minha mente. Mas isso é fruto de um ciclo desregulado.

Com isso, analisando a primeira ultra, a transvaginal, que confirmou a gravidez e revelou a “bolinha” para o mundo, a doutora deduziu, ainda pelo tamanho, que a pequena devia estar com 6 semanas. It’s wrong! (Há um acréscimo de duas semanas aqui).

Na última segunda-feira eu consegui concluir minha consulta (sobe som: … we are the champion, my friend…). Conversei bastante com a doutora Sheila e tirei todas as dúvidas – exceto sobre fazer exercícios físicos, que esqueci de perguntar. Tudo bem, depois a perturbo via celular.

Como a gravidez foi uma surpresa (boa), nada planejado, passei algum tempo levando a vida normal, sem muitas preocupações com alimentação, comportamento – chegando tarde, acordando cedo, prejudicando o sono -, entre outras coisas, pedi a médica para fazer uma nova ultra. Para reforçar, contei ainda que senti leves pressões na região uterina, nada que chegasse a ser dor, mas em se tratando de uma gestação, não custa checar. No fundo e falando a verdade, eu queria ver se a “bolinha” estava mesmo dentro de mim. É muito estranho imaginar que toda essa transformação acontece aqui dentro. Gerar uma vida, vejam só!

Ultra autorizada, – depois de paga, obviamente - corri para o consultório da doutora Rosemary. Como ainda acreditávamos na primeira contagem, novamente fiz uma transvaginal e… Opa! A “bolinha” já não é mais uma bolinha! Pelo contrário, é um embrião bem grandinho (5,0 cm) com 11 semanas e meia a 12 semanas de vida (possibilidade de erro de +/- 5 dias)! E digo grandinho porque vimos as perninhas dele, são bem cumpridas. Levo em consideração que Rafael é mais alto que eu – o pai dele também é alto e robusto – assim como a família do meu pai, que é toda grande.

Tudo bem, eu sei, nesta foto meu filhote – ou filhota – me lembrou um pequeno E.T. e, por conta dos bracinhos (essas duas bolinhas na lateral do corpo), minha irmã reforçou a lembrança do Horácio, o adorável dinossauro, personagem do Maurício de Souza.

Algumas coisas que ocorrem ao longo do 3° mês:

- Antes de mais nada, normal que a cabeça seja um pouco maior que o corpo.

- A pele que se forma é bastante fina (realmente, ao ver os bracinhos e as perninhas, lembrei-me de um girino).

- O clitóris das meninas se forma.

- Cerca de 250 mil neurônios são produzidos por minuto.

- Pescoço, pés, mãos e orelhas estão bem desenvolvidos.

- Os dedos se separam.

- Os olhos se deslocam para frente (é o que está ocorrendo na imagem).

- Nasce folículos de pelo sobre a pele e as unhas.

- O coração está pronto e pode-se ouvir os batimentos cardíacos do bebê na consulta médica…

Daí, chorei! Depois da transvaginal, a doutora passou o gel na minha barriga e, com o aparelho, procurou o (a) pequeno (a). Ligou o som e… derreti. Batimentos cardiofetais positivos: 115 bpm. As lágrimas escorreram pelo rosto. É um bebê super agitado, não para de se mexer. Até para ela captar imagens foi complicado.

Esta ultra também é importante e deveria ter sido feito de qualquer maneira, pois através dela pode-se me medir a translucência nucal, que indica possibilidade de Síndrome de Down. Por aqui, graças a Deus, dentro da normalidade.

Outra ultra super importante é a morfológica, realizada com 22 semanas de gestação, a qual mostrará o bebê completamente formado. Se a gente derrete ao ouvir os batimentos, com o bebê ainda pequenino, imagina vê-lo fofo, bochechudo, com dobrinhas à la monstro de marshmallow?

Na 16a semana, completos 4 meses, pode-se ver o sexo do bebê, caso queira saber com antecedência. Isso se o filhote não estiver com as perninhas dobradas ou escondendo o sexo de alguma forma. Acho que para todas as mães isso não importa tanto. A vontade de saber o sexo é mais pra poder se relacionar com o filhote da forma correta e direta. Se já tiver um nome escolhido, chamá-lo, caso contrário, tentar fazer ele chutar para escolher o que mais agrada. É interatividade, oras!

De qualquer forma, vale destacar que nem todo mundo pode arcar com ultras mensais. Por isso alguns médicos indicam apenas a do 3º (para medir a TN) e 6º mês (morfo.) e, claro, outras caso aja algum relato curioso da gestante.

O importante mesmo é permitir que a gestação seja tranquila (preciso chegar neste ponto) e acompanhar o crescimento e desenvolvimento do (a) pequeno (a) como puder, da melhor maneira possível.

Agora sabemos: não há mais uma bolinha e, sim, um pequeno grande embrião que toma forma e se transforma a cada dia dentro de mim.

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